De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a condição, o que representa cerca de 6,9% da população nacional. No dia a dia, os avisos do organismo costumam ser tão sutis que acabam ignorados por completo.
O grande perigo é que muitos só descobrem o problema quando já enfrentam complicações decorrentes dos danos acumulados ao longo dos anos. A condição se caracteriza pelo nível elevado de glicose na corrente sanguínea.
Os perigos do diagnóstico tardio
Quando deixada sem o devido acompanhamento médico, a doença pode desencadear consequências severas para o organismo. Entre os riscos mais preocupantes estão as doenças cardíacas, além de prejuízos profundos para a visão, o funcionamento dos rins, a integridade dos nervos e a circulação nos membros inferiores.
O quadro também pode provocar episódios de desidratação e quedas na imunidade. A boa notícia é que o diagnóstico pode ser obtido de forma simples através de um exame de sangue laboratorial rotineiro.
Como o problema costuma avançar de forma silenciosa, prestar atenção aos primeiros avisos do corpo faz toda a diferença. Embora exija cuidados constantes, a condição pode ser controlada com eficácia, principalmente quando identificada em seus instantes iniciais.
Os principais sinais de alerta precoce
Vale lembrar que a manifestação desses indícios costuma variar de pessoa para pessoa, e alguns indivíduos podem simplesmente não apresentar nenhuma queixa óbvia no começo.
- Fadiga contínua: A falta de energia persistente acontece por dois motivos principais. Primeiro, a própria desidratação deixa o corpo letárgico. Segundo, a dificuldade do organismo em processar a glicose impede que as células recebam o combustível adequado para o dia a dia.
- Sede excessiva: A vontade constante de beber água surge porque os rins não dão conta de reabsorver todo o açúcar excedente, acabando por eliminá-lo junto com grandes volumes de líquido corporal.
- Visão turva: As oscilações nos índices de glicose podem alterar temporariamente o formato do cristalino nos olhos, gerando inchaço e borramentos na visão que costumam assustar quem os experimenta.
- Micção frequente: Conhecida tecnicamente como poliúria, esta condição obriga a pessoa a ir ao banheiro com muita frequência. O corpo tenta se livrar do excesso de açúcar na marra, puxando água dos tecidos para formar urina, o que alimenta o ciclo de sede e desidratação.
Conteúdo adaptado a partir de material publicado originalmente no Catraca Livre - MSN.