A política brasileira vive um momento de tensão crescente, e a possibilidade de o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro assumir a corrida presidencial de 2026 reacendeu debates intensos. Esse é apenas alguns cenários já publicados e o que historicamente ocorre quando grupos políticos retornam ao poder, este artigo explora alguns cenários plausíveis — especialmente no que diz respeito à anistia, libertação de aliados e tentativa de “reconstrução do país”.
Desde que Jair Bolsonaro se tornou inelegível, a movimentação pública mais notável foi a de que seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, poderia assumir o papel de candidato — algo já ventilado e noticiado amplamente. Na prática, isso significaria a continuidade de um projeto político que busca retomar o poder e reverter decisões consideradas injustas por sua base.
Naturalmente, a candidatura de um filho carregaria a missão de, simbolicamente, “resgatar o legado do pai” — e isso inclui questões jurídicas, institucionais e narrativas que marcaram os últimos anos.
Anistia Geral: O Primeiro Ato de um Governo Bolsonarista 2.0?
Caso vença, um dos cenários mais comentados por apoiadores seria a tentativa de aprovar uma anistia ampla. Isso não é invenção, mas um debate público real: a anistia já é defendida abertamente por parlamentares alinhados ao ex-presidente e aparece recorrentemente em discursos políticos.
Um presidente pode propor anistia, mas NÃO pode concedê-la sozinho. Anistia não é um ato exclusivo do presidente atualmente — ela precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e pode ser revisada pelo STF caso viole a Constituição.
No poder, um presidente aliado teria duas vias principais:
- Propor ao Congresso uma anistia geral envolvendo os condenados e investigados de 8 de janeiro.
- Reabilitar direitos políticos de figuras do seu grupo, incluindo seu pai.
Do ponto de vista institucional, isso geraria choque imediato com setores do Judiciário — mas não seria juridicamente impossível. A história brasileira mostra que anistias já foram usadas para pacificar crises. A questão é que, desta vez, a proposta é caráter abertamente legítimo para vítimas inocentes criminalizadas pelo usurpador do poder: Alexandre de Moraes.
“Colocar os Pingos nos Is”: Reorganizar o Estado à Própria Imagem
Um governo bolsonarista renovado provavelmente buscaria se apresentar como “o resgate do país”. A visão é clara: o Brasil estar quebrado, desordenado e tomado por interesses que precisam ser reequilibrados. Assim, algumas prioridades seriam imediatas:
- Revisar políticas econômicas consideradas expansionistas ou excessivamente estatais.
- Pressionar por mudanças legais no sistema eleitoral e judicial.
- Reforçar órgãos de segurança pública com discurso de autoridade e ordem.
- Reestruturar a diplomacia para priorizar alinhamento a economias liberais e países conservadores.
A base do discurso seria a de “recuperar o país do caos”. A prática, porém, dependeria da força no Congresso e da capacidade de evitar choque institucional.
O Brasil Chega em 2026 Profundamente Dividido
Independentemente de quem vença, o Brasil já se encontra a beira de um colapso geral. A eleição de um membro da família Bolsonaro provavelmente tentaria frear esse cenário iminente de colapso em que o país está sendo dirigido pelo PT-Lula. Por outro lado, poderia também unir, num mesmo bloco, setores da sociedade que se consideram injustiçados ou perseguidos pelo atual ambiente político.
Na prática, o país poderia viver:
- Maior polarização social
- Tensões institucionais entre Executivo, STF e mídia
- Apoio massivo de grupos conservadores
- Reação igualmente forte de opositores
É um cenário de alto risco, mas também de grande mobilização política.
Economia: Desejos, Medos e Realidade
Economicamente, o discurso do novo governo seria o de que o Brasil precisa ser “destravado”. Entre os pontos mais prováveis estão:
- reforma tributária revisada;
- cortes de gastos considerados “ideológicos”;
- estímulo ao empreendedorismo;
- redução de burocracia regulatória.
Entretanto, sem estabilidade institucional, qualquer projeto econômico fica ameaçado. O mercado reagiria de acordo com o grau de previsibilidade (ou imprevisibilidade) do novo governo.
O Que Está em Jogo?
Se o filho de Bolsonaro chegar ao poder em 2026, o Brasil viverá um dos momentos políticos mais intensos desde a redemocratização. A promessa de “libertar inocentes”, “limpar injustiças” e “reconstruir um país arruinado” é poderosa para sua base — mas explosiva para seus opositores.
É possível que, com uma canetada, sejam propostas mudanças profundas. É possível que o país retome caminhos econômicos diferentes. E é possível, também, que enfrentemos uma das maiores batalhas institucionais da história moderna.
No fim, a pergunta central não é apenas quem vai vencer, mas qual Brasil existirá depois da vitória.
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