Embora você ouça frequentemente sobre a importância da vitamina D e do zinco para fortalecer a imunidade, outro nutriente vital costuma ser deixado de lado: o magnésio.
Este mineral atua na manutenção da nossa saúde integrativa.
Pesquisas recentes descobriram uma nova função para o nutriente: a proteção do nosso DNA contra danos, o que pode afastar enfermidades crônicas associadas ao envelhecimento.
O papel do magnésio na proteção do DNA
Estudos indicam que até 15% das pessoas nos Estados Unidos não consomem magnésio suficiente na rotina.
Essa carência gera consequências negativas para a saúde a longo prazo.
Um estudo publicado no European Journal of Nutrition reforça o valor do mineral para o organismo.
Ao conectar taxas reduzidas do nutriente a danos genéticos, pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália sugerem que ele é indispensável na prevenção de patologias degenerativas.
Os cientistas analisaram amostras de sangue de 172 adultos de meia-idade.
Eles encontraram uma correlação direta entre o déficit de magnésio e o acúmulo de homocisteína, um aminoácido associado a chances elevadas de demência, enfarte e acidente vascular cerebral.
Indivíduos com concentrações abaixo de 18 miligramas por litro mostravam-se mais suscetibles a problemas como Alzheimer, Parkinson, distúrbios gastrointestinais e diabetes.
A pesquisa também demonstrou que taxas maiores do mineral andavam de mãos dadas com menos homocisteína e índices satisfatórios de vitaminas do complexo B.
Isso evidencia que o magnésio age na blindagem do material genético, sobretudo quando o folato e a vitamina B12 estão escassos.
O trabalho investigou a hipótese de que a deficiência leve de magnésio desencadeia alterações genéticas em pessoas aparentemente saudáveis, explicou Michael Fenech, especialista em genômica nutricional e coautor do estudo, ao Epoch Times.
Ele ressalta que as análises iniciais precisam ser validadas em investigações maiores para considerar outras variáveis toxicológicas.
Em suma, os dados apontam que o nutriente atua como cofator na replicação e no conserto celular, participando do metabolismo dos nucleotídeos que formam o código genético.
Por que o magnésio é indispensável para o corpo
O mineral participa ativamente de mais de 600 reações enzimáticas no organismo.
Ele sustenta processos fisiológicos como a geração de energia, o controle da pressão arterial e o equilíbrio da glicose.
A escassez dessa substância tem sido correlacionada ao envelhecimento acelerado dos tecidos.
Especialistas apontam que mesmo uma carência moderada já compromete a integridade celular, embora a dose exata para bloquear totalmente esses efeitos ainda seja alvo de debates científicos.
Alimentos ricos em magnésio
Stephanie Schiff, nutricionista do Huntington Hospital em Nova York, aponta que o nutriente está amplamente disponível na natureza.
As principais fontes dietéticas incluem:
- Sementes de abóbora e chia
- Nozes, castanhas de caju e amendoins
- Folhas verdes escuras, como espinafre e couve
- Grãos integrais, a exemplo de aveia, cevada e quinua
- Leguminosas como feijões, edamame e tofu
O uso de suplementos como alternativa
"Infelizmente, nem todos conseguem obter todos os nutrientes apenas através da dieta", aponta Schiff.
A Ingestão Dietética Recomendada estipula de 400 a 420 miligramas diários para homens, e de 310 a 320 miligramas para mulheres.
Manter uma rotina alimentar variada costuma suprir essa demanda com facilidade.
Caso contrário, o uso de suplementos torna-se uma opção viável.
Antes de iniciar qualquer suplementação, procure orientação profissional para evitar choques com tratamentos em andamento.
Para quem possui restrições ao glúten, suprir as necessidades do mineral é simples, bastando substituir os cereais tradicionais por alternativas seguras.
Opte por trigo sarraceno, amaranto, farinha de amêndoa e aveia sem contaminação, que fornecem excelentes teores do elemento.
Estudo liga baixo teor de magnésio a danos ao DNA e risco de doenças crônicas - Artigo republicado com permissão | Theepochtimes.com
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