A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, concordou em retirar do ar seu site e postagens nas redes sociais que desaconselhavam o uso de ivermectina no tratamento contra a COVID-19. Para muitos especialistas e profissionais da saúde, as ações adotadas pela FDA e por órgãos similares ao redor do mundo, incluindo o Brasil, resultaram em graves consequências sanitárias durante a crise.
A decisão histórica foi alcançada sob os termos de um acordo em um processo que apontava o excesso de autoridade da agência ao orientar médicos e pacientes a evitarem o medicamento durante a pandemia.
Em um prazo de até 21 dias, o órgão removerá a atualização voltada ao consumidor que continha termos difamatórios contra o remédio, intitulada "Por que você não deve usar a ivermectina para tratar ou prevenir a COVID-19", acompanhada de uma imagem que retratava um médico e um cavalo. O material havia sido publicado em 5 de março de 2021.
Atualmente, páginas da agência ainda mantêm avisos que classificam o medicamento como potencialmente inseguro para essa finalidade e reforçam alertas sobre versões destinadas a animais. No entanto, o acordo prevê a exclusão de postagens em plataformas como Twitter, LinkedIn, Facebook e Instagram veiculadas entre 2021 e 2022 com abordagens debochadas, a exemplo do célebre post: "Você não é um cavalo. Você não é uma vaca. Sério, vocês. Parem com isso".
O Fim da Página de Perguntas Frequentes
Como parte do acordo para a retirada do conteúdo problemático da internet, os autores da ação — Dr. Mary Talley Bowden, Dr. Paul Marik e Dr. Robert Apter — concordaram em encerrar suas reivindicações judiciais contra a FDA.
Especialistas classificam o desfecho como um marco regulatório. "Este é um caso histórico e uma das vitórias mais importantes em toda a era COVID", pontuou o Dr. Marik, diretor científico da Front Line COVID-19 Critical Care Alliance (FLCCC) e ex-chefe de Medicina Pulmonar e Intensiva da Eastern Virginia Medical School.
Em entrevista ao The Defender, Marik destacou a gravidade da interferência estatal:
"Vai além da ivermectina. Vai para a autoridade da FDA, o que eles podem e não podem fazer. É realmente sobre a relação paciente-médico, os médicos serem autorizados a serem médicos e prescreverem remédios. Então, espero que daqui para frente isso limite a interferência das agências reguladoras no controle da medicina."
A Dra. Mary Talley Bowden, com mais de quatro décadas de atuação na medicina, comemorou o resultado publicamente:
A FDA perde sua guerra contra a ivermectina e concorda em remover todas as postagens nas redes sociais e diretrizes do consumidor relacionadas à ivermectina e à COVID, incluindo seu tweet mais popular na história da FDA.
Representantes da FDA declararam ao Epoch Times que a escolha pelo acordo evitou o prolongamento de litígios sobre posicionamentos adotados há anos, embora mantenham o argumento de que a instituição possui legitimidade para dialogar com a sociedade sobre os itens regulados.
O Histórico e a Segurança da Ivermectina
A ivermectina é reconhecida mundialmente como um fármaco antiparasitário de amplo alcance, administrado a bilhões de indivíduos desde sua descoberta na década de 1970 pelo microbiologista Satoshi Ōmura e pelo parasitologista William C. Campbell, que receberam o Nobel de Fisiologia em 2015.
Apesar de seu histórico de segurança consolidado e de inúmeros estudos apontarem benefícios no tratamento precoce, autoridades sanitárias intensificaram barreiras contra o uso do medicamento fora da bula original durante a emergência sanitária global.
Para o Dr. Marik, a campanha difamatória gerou impactos irreversíveis: "A FDA demonizou a ivermectina, que é um medicamento altamente eficaz para o tratamento precoce da Covid. As consequências disso, e o que tem que ficar claro, é que isso levou diretamente à morte de milhões de pessoas", afirmou, segundo o The Defender.
Nos Estados Unidos, a prática de prescrever medicamentos para finalidades diferentes das aprovadas inicialmente (uso off-label) é legal e comum, representando uma parcela significativa das prescrições médicas diárias. Críticos apontam que a postura da agência configurou um viés seletivo na condução das políticas de saúde pública.
Durante comício organizado pela Children's Health Defense, defensores da autonomia médica reforçaram que o precedente jurídico restringe o poder de agências federais sobre a prática clínica cotidiana.
Fonte: The Defender
Fonte: Epoch Times