'PEGASUS': Reino Unido planeja exercício pandêmico massivo após assinar tratado pandêmico da OMS

Exercício para simular novos surtos, expandir o acesso a dados de saúde e consolidar a infraestrutura permanente de planejamento de pandemias.

logo oms, e reunião de líderes na oms

Em um movimento que levanta preocupações sobre a centralização do controle em crises de saúde, o Reino Unido anunciou o Exercício Pegasus, a maior simulação de pandemia de sua história, marcada para o outono de 2025. Apresentado como um teste de preparação para emergências nacionais, o exercício coincide com a recente adesão do país ao Acordo Pandêmico da Organização Mundial da Saúde (OMS), assinado em maio de 2025. 

Este tratado, embora descrito como um esforço para coordenar respostas globais a futuras pandemias, desperta temores sobre a possível imposição de medidas restritivas, como bloqueios, sob pressão internacional, além de questionamentos sobre a erosão de liberdades individuais, normalização de vigilância em massa e a criminalização das liberdades humanas.

Um Padrão Histórico: Simulações Precedem Crises


O Exercício Pegasus não é um evento isolado. Ele segue uma tendência de simulações pandêmicas realizadas antes de grandes crises de saúde. Um exemplo notável é o Evento 201, organizado em outubro de 2019 pelo Johns Hopkins Center for Health Security, a Fundação Bill & Melinda Gates e o Fórum Econômico Mundial. 

Essa simulação modelou um surto global de um novo coronavírus, prevendo desafios como desinformação, colapso de sistemas de saúde e necessidade de medidas drásticas, como quarentenas. Apenas meses depois, a pandemia de COVID-19 emergiu, acompanhada por lockdowns, mandatos de máscaras e campanhas de vacinação em massa, que muitos críticos apontam como tendo violado liberdades fundamentais.

Outros exercícios, como o Clade X (2018) e o Crimson Contagion (2019), conduzidos nos Estados Unidos, também simularam pandemias virais, prevendo cenários que incluíam escassez de suprimentos médicos e restrições sociais. Esses exercícios, embora apresentados como esforços de planejamento, frequentemente precederam políticas que resultaram em limitações significativas às liberdades individuais, incluindo lockdowns que impactaram economias e saúde mental, além de medidas de censura para controlar narrativas sobre a crise.

Durante a pandemia de COVID-19, governos ao redor do mundo, incluindo o Reino Unido, implementaram políticas que penalizaram dissidências. Em todo o mundo, multas foram aplicadas a indivíduos por violarem restrições de movimento, e plataformas digitais enfrentaram pressão para suprimir conteúdos considerados “desinformação” sobre vacinas ou tratamentos alternativos. 

Essas ações, justificadas como medidas de saúde pública, foram criticadas por organizações de direitos humanos por restringirem a liberdade de expressão e o direito à privacidade.

Exercício Pegasus: Preparação ou Pretexto?


O Exercício Pegasus, classificado como uma operação de “Nível 1” – reservado para prioridades de segurança nacional –, será conduzido em todas as quatro nações do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte). A simulação testará a coordenação entre departamentos governamentais, a resposta a emergências e a infraestrutura de saúde, com foco em um cenário de pandemia em grande escala. 

Além disso, o governo britânico está estabelecendo um Conselho de Resiliência Pandêmica Interdepartamental, uma estrutura permanente para planejar e gerenciar futuras crises de saúde, sugerindo uma institucionalização de poderes emergenciais.

O momento do exercício é significativo. Ele ocorre após a aprovação do Acordo Pandêmico da OMS, um tratado que, segundo fontes oficiais, visa melhorar a preparação e a equidade na resposta a pandemias, mas que críticos alertam para o risco de centralizar o controle global de saúde. 

O acordo inclui disposições que incentivam “medidas sociais” – termo que historicamente abrange lockdowns, fechamento de escolas e restrições de viagem – e exige que os países mantenham planos de pandemia contínuos, mesmo em tempos não emergenciais. Embora a OMS negue autoridade para impor bloqueios ou vacinas obrigatórias, o tratado estabelece mecanismos de pressão, como relatórios de conformidade e coordenação internacional, que podem influenciar políticas nacionais.

Acordo Pandêmico da OMS: Uma Ameaça à Soberania?


O Acordo Pandêmico, adotado em 20 de maio de 2025 na 78ª Assembleia Mundial da Saúde, foi celebrado como um marco para a cooperação global em saúde. Ele promete melhorar o acesso a vacinas, fortalecer sistemas de saúde e coordenar respostas a surtos. No entanto, as evidências e especialistas apontam que suas disposições, como a criação de uma Rede Global de Cadeia de Suprimentos e Logística (GSCL) e o incentivo a “medidas sociais”, podem ser usados para pressionar nações a adotarem políticas restritivas sob a justificativa de saúde pública. 

O artigo 16.1, que promove o controle de informações relacionadas à pandemia, também levanta preocupações sobre censura, especialmente após experiências durante a COVID-19, quando conteúdos críticos a vacinas ou lockdowns foram suprimidos em várias plataformas.A ausência dos Estados Unidos, que se retiraram da OMS em janeiro de 2025 sob o governo Trump, enfraquece a legitimidade do tratado, mas não elimina seu impacto. 

O Reino Unido, como signatário, comprometeu-se a alinhar suas políticas de saúde com as diretrizes da OMS, o que pode limitar a autonomia nacional em futuras crises.

Pesquisas de Ganho de Função e Simulações de IA: Um Risco Calculado?


Paralelamente, nos Estados Unidos, a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) e o NIH (Instituto Nacional de Saúde) continuam a financiar pesquisas controversas de ganho de função, que envolvem a manipulação de vírus para torná-los mais transmissíveis ou letais, com o objetivo de estudar potenciais ameaças. 

Essas pesquisas, incluindo experimentos com cepas de influenza resistentes a medicamentos, foram criticadas por cientistas e legisladores devido ao risco de escapes laboratoriais, como suspeitado na origem da COVID-19. A DARPA também está desenvolvendo simulações de pandemias baseadas em inteligência artificial, que, embora destinadas a prever surtos, levantam temores de que possam ser usadas para planejar cenários orquestrados.

No Reino Unido, a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) publicou em 2025 uma lista de patógenos prioritários, incluindo influenza aviária e vírus da família Paramyxoviridae, destacando seu potencial pandêmico. A agência alertou que um vírus semelhante ao sarampo poderia ser “impossível de controlar, mesmo com lockdowns rigorosos”, sugerindo que tais exercícios, como o Pegasus, podem estar se preparando para ameaças agravadas por pesquisas de ganho de função.

Impactos nas Liberdades Individuais


A história recente mostra que simulações pandêmicas frequentemente precedem políticas que restringem liberdades. Durante a COVID-19, o Reino Unido implementou lockdowns que fecharam escolas e empresas, limitaram reuniões e impuseram multas por descumprimento. 

A censura de informações divergentes, como críticas a vacinas ou tratamentos alternativos, foi amplamente documentada, com plataformas digitais pressionadas por governos a remover conteúdos considerados “desinformação”. Essas medidas, justificadas como proteção à saúde pública, foram criticadas por grupos como a Anistia Internacional por violarem direitos à liberdade de expressão e movimento.

O Exercício Pegasus e o Acordo Pandêmico da OMS podem abrir caminho para a institucionalização dessas restrições. 


A criação de um conselho permanente de resiliência pandêmica e a ênfase em dados de saúde pessoais sugerem uma vigilância contínua, com potencial para monitorar e controlar comportamentos individuais sob o pretexto de segurança. 

Críticos alertam que a combinação de simulações, tratados globais e pesquisas de alto risco pode normalizar uma governança pandêmica permanente, onde liberdades individuais são sacrificadas em nome da “prontidão”.

Um Chamado à Vigilância


O Exercício Pegasus, embora enquadrado como um esforço para proteger a saúde pública, levanta questões sobre suas verdadeiras intenções. A proximidade com a assinatura do Acordo Pandêmico da OMS e o histórico de simulações que precedem crises sugerem que os cidadãos devem permanecer vigilantes. 

A normalização de bloqueios, vigilância em massa e controle de informações, sob a coordenação de entidades globais, ameaça a soberania nacional e as liberdades individuais. Enquanto o Reino Unido se prepara para o Pegasus, a sociedade civil deve exigir transparência, questionar a necessidade de medidas restritivas e garantir que os direitos humanos não sejam novamente comprometidos em nome de uma crise orquestrada.

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), posts em redes sociais sobre o Exercício Pegasus, relatórios sobre simulações pandêmicas anteriores (Evento 201, Clade X, Crimson Contagion

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