Administração em massa de ivermectina pode reduzir a transmissão da malária, segundo estudo - Artigo republicado: Epoch Times.
A droga ivermectina demonstrou ter reduzido os casos de malária em mais de 25% em um estudo randomizado realizado na África.
O dado foi divulgado de acordo com uma pesquisa publicada recentemente no New England Journal of Medicine (NEJM).
Como a Ivermectina Atua Contra a Malária
Os autores do artigo disseram que a ivermectina, que viu sua popularidade aumentar durante a pandemia de COVID-19, pode matar mosquitos que se alimentam de pessoas que foram tratadas com o medicamento.
Devido à prevalência de doenças transmitidas por vetores, a ivermectina pode representar uma nova solução prática para lidar com a transmissão da malária, disseram os especialistas.
"Estamos entusiasmados com esses resultados", disse o autor do estudo, Carlos Chaccour, em um comunicado divulgado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona, que liderou a pesquisa.
"A ivermectina tem se mostrado muito promissora na redução da transmissão da malária e pode complementar as medidas de controle existentes", completou Chaccour.
Resultados Práticos com Crianças no Quênia
Os pesquisadores relataram que as crianças quenianas que receberam o medicamento antiparasitário no estudo tiveram uma redução de 26% na incidência de malária.
Esse índice foi comparado diretamente com o grupo de controle, formado por crianças que receberam apenas o albendazol.
O teste envolveu mais de 20.000 participantes e contabilizou mais de 56.000 tratamentos aplicados ao longo do processo.
De acordo com o estudo, a administração de ivermectina também não produziu efeitos adversos graves relacionados ao fármaco.
Apenas reações leves foram experimentadas pelos participantes durante o acompanhamento médico.
Uma Alternativa Diante da Resistência aos Inseticidas
"Os resultados sugerem que a ivermectina em massa pode ser uma estratégia complementar valiosa para o controle da malária", afirmou Marta Maia.
A pesquisadora da Universidade de Oxford esteve envolvida no estudo e destacou o valor da substância, particularmente em áreas onde a resistência do mosquito aos inseticidas tradicionais é uma preocupação crescente.
Autoridades de saúde lembram que a ivermectina, descoberta no final da década de 1970 por pesquisadores japoneses, é usada primariamente para tratar infecções causadas por lombrigas e outros parasitas intestinais.
Histórico de Debates e Efeitos Colaterais
Durante a crise sanitária global, pesquisadores debateram o uso da ivermectina para outros fins, embora agências reguladoras tenham mantido ressalvas sobre sua eficácia em determinadas indicações virais.
Os efeitos colaterais potenciais da ivermectina incluem náuseas, vômitos, tonturas, perda de apetite, constipação e fraqueza.
Casos mais sérios podem envolver tremores no corpo, desconforto no peito, erupção cutânea, urticária, coceira, bolhas ou descamação da pele, além de confusão, sonolência, desorientação e coma em situações extremas.
Nos últimos anos, alguns territórios passaram a flexibilizar a dispensação do produto, enquanto órgãos internacionais continuam monitorando o avanço da malária.
A Organização Mundial da Saúde descreve a malária como uma enfermidade com risco de vida causada por parasitas transmitidos por certos mosquitos, gerando um número expressivo de óbitos na África Subsaariana.
O órgão da ONU estimou que mais de 263 milhões de casos de malária foram relatados em 2023, superando a marca de 252 milhões de registros em 2022.
Artigo republicado de origem: The Epoch Times | Jack Phillips
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